quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Yghor Furacão


Assim como todo ser humano eu precisava me encontrar, foi então que tudo começou.
Minha infância havia passado tão rápido que eu nem percebi, amigos ficaram pra trás e novos amigos entravam na historia. Devido ao meu jeito explosivo, um histórico de vários inimigos também ficava pra trás, hoje em dia encontro com alguns e cumprimento sem ressentimentos, pois acredito que as desavenças do passado eram frutos da infantilidade de ambas as partes.
Uma nova fase da minha vida começava e eu tinha que mudar radicalmente, começou pelo visual e fui modificando o resto. Nesse meio tempo meu guarda roupas passou por constantes mudanças e eu percebi que estava amadurecendo cada dia mais. As brigas com meus pais e meu irmão eram cada vez menores e foi assim que meu relacionamento com eles se tornou estável.
Mesmo crescendo como pessoa, cometi alguns grandes erros por causa de relacionamentos mal vividos. E isso não foi uma ou duas vezes, foram várias! Até eu perceber que amadurecer não significa saber se relacionar com uma pessoa, eu não sabia nada sobre o amor e nem como viver num relacionamento. Durante minha infância tive que “tomar na cara” várias vezes pra aprender e no amor não é diferente, mas eu sempre fui muito bom em juntar os cacos e refazer tudo de uma forma melhor. Quando comecei a beber e fumar, eu já tinha consciência das conseqüências que aquilo me traria e nunca iniciei certas coisas por influencia, sempre fiz por vontade própria e me sinto bem por não ter a quem culpar.
Logo depois de todo o processo da adolescência veio às responsabilidades como, trabalho, contas, gastos e etc. É aí que nós conhecemos a tal independência, aquela que nossos pais sempre nos diziam ao longo dos anos. Viver essa independência não é nada fácil, mais uma vez você descobre que existe outra coisa que você não sabe. Foi quando o termo: “Eu só sei que nada sei”, fez sentido na minha vida. Tudo isso era tão chato e tão entediante que resolvi encontrar caminhos pra me distrair, foi então que eu comecei a freqüentar as boates, ainda menor de idade e com carteira adulterada. No começo o que me atraia em casas noturnas era a música, a bebida nem tanto porque na época eu não tinha tanto gosto pra bebida alcoólica quanto tenho hoje em dia, e os amigos que eu tinha eram poucos que gostavam de balada. Depois de algum tempo comecei a ir mais pela bebida do que pela música, pois alguns lugares já estavam repetitivos pra mim e descobri que quanto mais bêbado eu ficava, mais me divertia. Hoje em dia posso dizer que vou mais pelo prazer da companhia de amigos e pessoas queridas do que pela musica e bebida. Foi nesse meio tempo que descobri uma paixão, como freqüentava muito algumas boates acabei fazendo amizades com os funcionários das casas e conhecendo melhor o trabalho de cada um. Comecei a admirar a forma com que alguns DJs tratavam as musicas e transmitia toda aquela energia pra pista de dança. Inicialmente parecia muito fácil, sempre acreditei que não tinha truques ou macetes que tudo era planejado. Daí alguns amigos se inscreveram no concurso de DJs e comecei a reparar mais no som e a seqüência de musicas que rolava, fiz uma analise sem conhecimento nenhum, de todos os DJs que eu via. Logo depois resolvi me arriscar e também me inscrevi no tal concurso. Aprendi o básico com a boate e fui aprendendo mais com alguns amigos e depois fui aprendendo sozinho algumas coisas, sinto que quando estou de frente pro CDJ tenho a responsabilidade de transmitir energia positiva pra pista e sentir a energia que eles estão transmitindo e transformar tudo em uma coisa só. Hoje em dia tenho muito a agradecer a várias pessoas pela oportunidade que me deram de entrar no meio e acreditar no meu talento.
Assim como quase todo “DJ” eu precisava de um nome, o meu não era suficiente, depois de pensar muito resgatei um apelido antigo meu e vi o quanto ele tinha sentido. Algumas pessoas estranharam e outras estranham até hoje, Yghor Furacão começou como uma brincadeira porque eu dizia que era filho da Hilda Furacão. Pode soar estranho pra algumas pessoas pelo fato da maioria associar a Furacão 2000 e pensar que toco funk, mas não tem nada a ver. Resgatei o apelido porque hoje penso pelo seguinte ponto de vista, assim como um furacão eu carrego as pessoas até o lugar onde estou e faço com que entrem no meu ritmo, que girem ou no caso dancem na mesma direção que vou guiando, que sintam a minha energia e ao mesmo tempo me passem a sua energia.
Sei que tenho muito a aprender e pretendo aprender cada dia mais e me aprofundar nisso, pois é uma coisa que eu faço com amor.
Assim é Yghor Furacão, e se num trecho de musica eu tivesse que me descrever, eu diria: Here I’m, rock like a hurricane!!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Perda de tempo!


Já reparou quanto tempo o ser humano perde na vida?

Perdem tempo falando da vida dos outros, perdem tempo vivendo a vida dos outros e perdem tempo vigiando a vida dos outros. Perdem tempo tentando acabar com a vida dos outros e perdem tempo fazendo inimizade com os outros. Perdem tempo comendo, dormindo e procurando a cara metade. Perdem tempo nas redes socias e afins e perdem mais tempo ainda escrevendo essas coisas. Será a vida uma perda de tempo?

sábado, 14 de janeiro de 2012

No mundo da Fantasia!



Preciso me adaptar ao mundo real, antes que seja tarde demais. Antes que eu não consiga pisar de novo na realidade e acabe tornando minha vida um conto de "fadas".
Porém, preciso antes disso aprender a conviver com as pessoas do mundo real, que diferentes das do meu mundo, são falsas, mentirosas e cruéis. O melhor de viver no mundo da fantasia é o desenvolvimento dos fatos, tudo acontece do meu jeito.

Minha percepção pelas pessoas muda a cada dia, ora são legais, ora são chatas e isso faz com que eu me confunda mais ainda, mas são sempre agradáveis e nunca me farão mal nenhum. No mundo da fantasia as coisas não mudam muito, a casa é sempre igual e as fisionomias quase sempre são as mesmas. O legal é que você já sabe o que vai acontecer! Ok, isso não é legal...
Independente da rotina tem momentos em que eu resolvo mudar as coisas de lugar, fazer diferente. Já fiz tudo tão igual que quando penso em fazer diferente, acho que vai acabar dando certo e mais uma vez o mundo real insiste em me mostrar que estou errado.

Às vezes me pergunto: por que comigo? Sendo que a pergunta certa deveria ser: o que eu fiz que alterasse o curso das coisas? Pode não ser a melhor forma confortar a si mesmo, mas quem sabe funciona...

No fim de tudo eu volto a me questionar, preciso aprender a viver num mundo real. Se a vida fosse como num jogo (The Sims) tudo seria mais pratico. Você tem o domínio de tudo e de todos, de imediato pode parecer pretensioso ou narcisista, mas é um jeito prático de acreditar que tudo pode ser perfeito da sua maneira. Entrar no mundo da fantasia é como ter um emprego, você tem que saber dividir sua vida profissional da sua vida particular. Parece difícil né? Fique calmo, pois um dia você aprende, nem que demore alguns anos.

Ainda estou escrevendo isso, ou seja, não estou no mundo real.

No mundo da fantasia, tudo parece real, porém é uma grande mentira.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mentalizando

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"Posso não ser o romântico e apaixonado de antigamente, posso não viver romances e sonhar com alguém toda noite como antigamente, mas sou mais feliz hoje que ninguém me faz de trouxa" Yghor Alex

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu e a Balança


Meu problema com a balança começou quando eu nasci, pois descobri que ela era o símbolo do meu signo.
Desde então travei uma guerra com ela...
Quando fiz 5 anos aprendi quais são as coisas que engordam e acredite, eu tive ótimos professores, meu pai e meu irmão sempre foram muito bons de garfo.
Desde então faz mais ou menos 16 anos que não como: queijo, presunto, mussarela, salame, mortadela e NENHUM tipo de frios ou derivados.
Conseqüentemente eu não como nada que contenha os itens citados acima: pizza, lasanha e etc.
Acho que nem sei mais o gosto disso tudo, nem sequer sei o gosto que tem um hambúrguer do Mcdonalds ou de qualquer outro fast-food e não me importa porque eu sei que não gosto. Descobri que tudo isso que não como é porque vi meu pai e meu irmão comerem excessivamente.
O engraçado é que até os acompanhamentos disso tudo eu comecei a não comer, tipo: ketchup, maionese, mostarda, molho rose, molho isso e molho aquilo...
Logo depois surgiram outras coisas na lista: feijão, berinjela, inhame, jiló, quiabo e mais uns 200 tipos de comida que no momento não me recordo.
E se vocês pensam que isso é ruim e que sou fresco e coisa e tal se enganam, pois já ouvi de muitos médicos que tenho uma saúde boa graças a muitas coisas que não como. E nunca me arrependi de nenhuma fatia de pizza que deixei de comer, enfim, tantos anos sem comer nada disso me fez manter o peso e a forma que tenho atualmente, só que uma barriguinha resolveu surgir e a senhora balança está rindo da minha cara nesse momento. Certa vez ouvi dizer que a balança pesa pro lado mais fraco, ou seja, o lado mais fraco é o vicio e a gula, pois a partir do momento que você faz como eu e abre mão de pequenas coisas você consegue se manter em equilíbrio...